#Partiu Marilia - Representantes do transporte e da saúde fazem mobilização em Marília

Em Marília (SP), o Dia Nacional de Paralisação houve adesão geral. As manifestações fazem parte de uma mobilização nacional para negociação trabalhista com o governo e com o Congresso Nacional. Representantes do sindicato estiveram em frente às garagens das duas empresas de ônibus da cidade. Na “Grande Marília”, eles tentaram impedir a saída dos ônibus em protesto por melhores condições de salário. Houve confusão e bate boca entre representantes dos dois lados. Os ônibus foram liberados com atraso e prejudicaram moradores da zona norte, região que é atendida pela empresa.
A assessoria da Associação Mariliense de Transporte Urbano informou em nota que, apesar das negociações, o sindicato não aceitou. Os funcionários pedem um aumento de 22,16%. As empresas tentam medidas judiciais para tentar impedir a greve.
Já na Saúde, nesta sexta-feira (30) é o quinto dia de greve dos funcionários do complexo Faculdade de Medicina de Marília (Famema). A novidade é que nesta sexta-feira, alunos da faculdade também aderiram à greve dos funcionários. Eles não frequentarão as aulas enquanto houver à paralisação.
Eles não aceitaram a proposta do governo de aumento de 8%. A reivindicação é por 30%, já que desde 2011 não há aumento. Eles querem também aumento no vale alimentação e melhores condições de trabalho.
O sindicato informa que estão mantidos 30% dos trabalhadores para cada setor. No entanto, somente na quinta-feira (29), doze cirurgias foram canceladas no Ambulatório Regional de Especialidades “Mário Covas”.
A direção da Famema avisou também por meio de nota que está reunindo documentos e fotos que comprovariam que o sindicato não está cumprindo a escala de trabalho de 30% dos funcionários. E que deverá acionar o Ministério Público do Trabalho para aumentar para 70% a quantidade de trabalhadores nas unidades de saúde durante a greve.
Já em relação à denúncia de que a creche da Famema não estaria atendendo aos filhos dos funcionários, a assessoria alegou que houve um acordo entre a direção do complexo e o sindicato da saúde de que os filhos dos funcionários não seriam atendidos durante a paralisação. Mas que o acordo foi desfeito ainda no início desta semana e, agora, os funcionários podem deixar as crianças na creche.
Protesto


Na tarde desta sexta-feira (30), às 16h, está prevista uma passeata incluindo funcionários do transporte público, da indústria, da saúde, além dos metalúrgicos. A polícia informou que as ruas da área central de Marília vão estar interditadas conforme a movimentação e apenas na hora da passeata.

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