#Partiu Sebrae - Sebrae Itinerante vai aos municípios


Abrir uma empresa é razoavelmente fácil. O mais difícil é mantê-la ‘em pé’ nos dois primeiros anos. O empreendedor brasileiro não tem a cultura de procurar orientação antes de abrir um negócio para saber como está o mercado naquele setor. Por isso, o Sebrae dá uma ‘forcinha’ para aqueles que querem discutir um planejamento antecipado, a forma do atendimento, o investimento a ser feito, entre outras coisas.

Os escritórios regionais com atendimento gratuito são opções disponíveis para o empreendedor já estabelecido e para aqueles que pretendem abrir o próprio negócio. Como nem sempre “Maomé vai à montanha”, a entidade faz desde 2009 uma visita, um primeiro contato com os empreendedores de cidades menores - mais distantes do escritório - para levar orientação e informação através de sua unidade móvel.

O escritório itinerante vai visitar 11 municípios da região e deve voltar no mês de novembro, segundo o analista de atendimento do escritório de Bauru do Sebrae, Mário Sérgio Cappelozza.

“Até o final do mês, o roteiro previsto para agosto na região estará concluído. Alguns municípios já foram visitados. São 11 ao todo: Dois Córregos, Mineiros do Tietê, Macatuba, Pederneiras, Agudos, Duartina, Balbinos, Guarantã, Guaiçara, Promissão, Cafelândia. Nosso objetivo é aproximar a informação do público-alvo.”

Não só o Sebrae procura orientar os empreendedores e futuros empreendedores, mas também as associações comerciais de cada município. O grande problema enfrentado pelas entidades é mudar a cultura. Em algumas cidades, os empresários temem abrir as informações verdadeiras para um estudo do caso e serem multados pelas fiscalizações municipais, estadual e federal.

Em outras localidades, as mudanças para acompanhar as necessidades do mercado são respondidas com uma dose enorme de resistência e a estagnação é certa, alerta o economista Reinaldo Cafeo.  “Os empreendedores que não avançarem no processo podem ser ‘engolidos’ pelos novos empreendimentos. Fale a pena ousar.”

Os dois primeiros anos de uma micro ou pequena empresa são cruciais para o seu futuro. No Brasil, de cada 100 abertas, 75 permanecem em atividade após esse período, segundo estudo do Sebrae. O trabalho adotou 2009 como ano de referência.

O crescimento do mercado consumidor no País é apontado como um dos fatores que influenciaram na sobrevivência dos negócios, além da maior quantidade de empreendedores que abrem um negócio ao perceber uma oportunidade. Esse público planeja melhor o investimento, e os dados apontam que sete em cada dez negócios são abertos por oportunidade; os demais, por necessidade.  Em outros países, a taxa de sobrevivência é abaixo dos 75%. No Canadá e Espanha é de 74% e 69%, respectivamente.

No Brasil, de modo geral, os microempreendedores individuais lideraram a abertura de um negócio, uma vez que a legislação os favoreceu. Em função disso foram abertas muitas lojas varejistas e prestadores de serviço se estabeleceram. O setor de alimentação liderou o ranking na região de Bauru.

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