#Partiu Nasa - Químico brasileiro pretende fazer estudo inédito na Nasa
Convidado para trabalhar na Nasa, o cientista brasileiro
Gustavo Costa pretende realizar um estudo inédito sobre a atmosfera dos
planetas que ficam fora do Sistema Solar. Seu trabalho na agência espacial
norte-americana deve começar no dia 15 de novembro, data que considera um marco
em seus 14 anos de vida acadêmica.
Costa tem 37 anos, nasceu em Assis (SP) e se
formou no Instituto de Química (IQ) da Universidade Estadual Paulista (Unesp),
em Araraquara (SP).
A proposta do químico que passará a integrar a equipe do
Glenn Research Center, em Cleveland, nos Estados Unidos, é obter dados
experimentais que vão além das informações obtidas por simulação computacional.
“Esses planetas que estão fora do Sistema Solar são bem parecidos com a Terra,
porém suas temperaturas podem exceder 2 mil graus Celsius. Minha proposta é
desenvolver experimentos para obter dados sobre estabilidade e composição
química das atmosferas desses planetas”, comentou.
Segundo ele, esses dados serão importantes avanços na
chamada ‘ciência de fronteira’. “Vamos poder separar o que a gente já conhece
do que não é conhecido e estabelecer algo novo para a ciência”, afirmou.
“Cientistas de outras áreas poderão usar os dados de nossa equipe para criar
outras linhas de pesquisas, o que contribui para o avanço da ciência”.
Oportunidade
O convite para atuar na Nasa veio de forma despretensiosa,
segundo Costa. “Nunca tive interesse em trabalhar lá e estava procurando
posição de cientista para poder continuar e desenvolver minhas pesquisas”,
disse. Ao vasculhar anúncios de vagas em sites na internet viu que a agência
espacial procurava alguém com suas especialidades. “Sou especialista em termoquímica
e submeti a minha proposta de pesquisa, depois disso me selecionaram, passei um
dia no centro de pesquisa, apresentei um seminário e fui entrevistado por
outros cientistas”, contou.
Dificuldade
A procura por uma posição de cientista nos Estados Unidos
ocorreu após enfrentar dificuldades para encontrar trabalho no Brasil, quando
retornou ao país depois de um ano na Universidade da Califórnia, onde deu
continuidade à sua pesquisa para o doutorado na Universidade de São Paulo.
“Voltei ao Brasil para defender minha tese e depois encontrei dificuldade para
encontrar ocupação nos laboratórios, até receber um convite para continuar
minha pesquisa na Califórnia”, disse.
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