Partiu Marília - Escola técnica fecha as portas e deixa alunos sem aula em Marília


Estudantes encontraram cartaz que alegava o fechamento por inadimplência (Foto: Reprodução/TV Tem)Cartaz  alegava o fechamento da escolapor inadimplência (Foto: Reprodução/TV Tem)

Estudantes de uma escola de formação técnica em Marília (SP) encontraram as portas do local trancadas na noite desta segunda-feira (19).
Um cartaz colado no local informava que a instituição havia sido fechada devido à inadimplência dos alunos. A situação revoltou os estudantes, que alegaram ter pago as mensalidades e não foram avisados da suspensão das aulas.
"Tem pessoas que estão na área e são obrigadas a ter esse certificado. Nós estamos surpresos que está tudo fechado, achamos que eles agiram de má fé com a gente. Eu paguei a mensalidade de agosto há poucos dias”, conta o metalúrgico Fernando Célio, que frequentava o curso há um ano e meio e estava a três meses de se formar em eletrotécnica.
Segundo os alunos, o proprietário da escola teria retirado todos os equipamentos do local no fim de semana antes de suspender as aulas. Não foram somente os alunos que acabaram prejudicados, professores dizem que também foram pegos de surpresa e que estão há meses sem receber os salários.
“Nós tentamos nos adequar durante os dias para sobreviver, mas não está dando certo. O professor sem pagamento fica com um pouco menos de salário por mês”, diz o professor Bruno Gatti, que dá aulas na escola há um ano e meio e confirma que está há quatro meses sem receber salário.
Os alunos que sentiram enganados foram até a delegacia de Marília para prestar queixa. O advogado da instituição alega que não houve golpe ou má fé por parte do proprietário da escola. Diz também que a documentação dos alunos estará à disposição na diretoria de ensino, para que possam dar continuidade nos cursos em outras instituições. 
Quanto aos estudantes que pagaram e não haviam iniciado o curso, o advogado afirma que será feito um levantamento e que os alunos serão ressarcidos em até 90 dias. Com relação aos professores, ele diz que no momento a situação não permite que se faça nenhuma proposta ou acordo.

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